As intenções de oração do Papa
Francisco para este mês de agosto são direcionadas aos pais e
educadores.
Neste sentido, o Pontífice reza para que estes ajudem as
novas gerações a crescerem com uma consciência reta e numa vida
coerente.
Como intenção missionária, o Papa pede para que as
Igrejas locais da África, fiéis ao Evangelho, promovam a construção da
paz e da justiça.
Todos os anos, as intenções de oração do Papa
para cada mês são confiadas ao Apostolado de Oração, e a iniciativa é
seguida pelos fiéis em todo o mundo.
Mais de 1,5 milhão de ‘Youcat’ na
JMJ Rio 2013; “um milagre que tornou-se realidade, graças ao apoio do
Papa Emérito Bento XVI e à generosa contribuição da ‘Ajuda à Igreja que
sofre’”. Assim o Cardeal Christoph Schönborn comentou o extraordinário
sucesso do ‘Youcat’, o Catecismo Jovem da Igreja Católica destinado aos
jovens, lançado em 2011 por ocasião da JMJ de Madrid.
Elaborado
por cinquenta jovens orientados pelo Arcebispo de Viena, o Youcat
(abreviação para ‘Youth Catechism’), é o maior projeto editorial cristão
no mundo, promovido pelos bispos austríacos e traduzido em diversas
línguas, incluindo o árabe.
O Youcat, usando uma linguagem
jovem, apresenta uma série de perguntas e respostas, além de
comentários, ilustrações, definições, citações bíblicas e de Santos, da
Doutrina Social da Igreja e de expoentes de outras religiões, até mesmo
de não-crentes. Uma fórmula que deu certo e continua a dar frutos.
O
Record de 1 milhão de cópias distribuídas na JMJ de Madrid foi superado
na Jornada do Rio de Janeiro. “Tudo isto – afirma o Card. Schonborn à
Ajuda à Igreja que Sofre – graças ao apoio do Papa Bento XVI, que
acreditou no projeto, e à generosa ajuda financeira da obra de Direito
Pontifício fundada pelo Padre Werenfried van Straaten”.
Como o
Catecismo da Igreja Católica de 1992 e o sucessivo Compêndio publicado
em 2005, o “Youcat é uma espécie de milagre, que realiza o sonho do
Beato João Paulo II: a nova evangelização, para os jovens e através dos
jovens, resumindo, uma verdadeira bênção”, concluiu o Cardeal Arcebispo
de Viena Christoph Schonborn.
O Papa Francisco
afirmou nesta segunda-feira (29), durante conversa com jornalistas em
sua viagem de volta do Brasil a Roma, que os homossexuais não devem ser
julgados ou marginalizados, e que devem ser integrados à sociedade. No
entanto, reiterou o ensinamento da Igreja de que atos homossexuais são
pecaminosos.
Em uma abrangente conversa de 80 minutos com jornalistas no
avião que o levou de volta a depois de uma semana no Brasil para a
Jornada Mundial da Juventude (JMJ)
, Francisco disse também que o veto à ordenação de mulheres no clero é
definitivo, mas que ele gostaria que elas assumissem papéis de maior
liderança na administração e nas atividades pastorais.
O papa, na primeira entrevista coletiva desde sua
eleição, em março, defendeu os gays contra a discriminação, mas repetiu o
catecismo universal da Igreja Católica, segundo o qual a orientação
homossexual não é pecado, mas os atos homossexuais são.
"Se uma pessoa é gay e busca Deus e tem boa vontade, quem
sou eu para julgá-la?", disse o papa. "O catecismo da Igreja Católica
explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser marginalizados por
causa disso (orientação sexual), e sim que devem ser integrados à
sociedade", afirmou ele, em italiano.
"O problema não é ter essa orientação. Precisamos ser
irmãos. O problema é o lobby por essa orientação, ou lobbies de pessoas
ambiciosas, lobbies políticos, lobbies maçônicos, tantos lobbies. Esse é
o pior problema", afirmou.
AP
Francisco desembarcando do avião da Alitália no aeroporto de Roma.
Ele seguiu em helicóptero até Vaticano
Francisco estava respondendo a uma pergunta
sobre um suposto "lobby gay" no Vaticano. "Você vê muita coisa escrita
sobre o lobby gay. Ainda não vi ninguém no Vaticano com uma carteira de
identidade se dizendo gay", brincou.
Sobre a questão da ordenação de mulheres, ele
disse: "A Igreja falou e diz ‘não' (...), essa porta está fechada". Foi a
primeira vez que Francisco falou publicamente sobre o tema. "Não
podemos limitar o papel das mulheres na Igreja ao de coroinha ou de
presidente de uma entidade beneficente, deve haver mais", disse ele,
respondendo a uma pergunta durante uma conversa notavelmente franca com
os jornalistas.
A Igreja Católica prega que não pode ordenar mulheres
porque Jesus escolheu apenas homens como apóstolos. Defensores do
sacerdócio feminino dizem que Jesus agiu de acordo com os costumes de
seu tempo.
Muitos dentro da Igreja, mesmo aqueles que se opõem à
ordenação de mulheres, dizem que elas devem ter papéis de liderança
tanto na Igreja como na administração do Vaticano.
O pontífice argentino desembarcou na segunda-feira em
Roma após uma concorrida visita de uma semana ao Brasil, por ocasião da
Jornada Mundial da Juventude, que culminou com uma celebração que reuniu
mais de 3 milhões de pessoas na praia de Copacabana, segundo estimativa
da prefeitura.
O papa Francisco anunciou na manhã deste domingo, que a cidade de Cracóvia, na Polônia, será a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude
(JMJ), em 2016. A escolha é uma homenagem ao papa polonês João Paulo
2º, criador da Jornada. A realização do encontro católico em Cracóvia
também reforça o processo de canonização de João Paulo 2º, que foi bispo
na cidade.
Ao se despedir dos jovens que lotaram a Praia de
Copacabana, o papa Francisco voltou a pedir coragem e generosidade,
agradeceu pela acolhida e disse que levaria cada um em seu coração.
"Nunca tenham medo de ser generosos com Cristo, vale a pena sair e ir
com coragem e generosidade", disse.
O casal Slawek, de 37 anos, e Kasia Jodynsky, 32, comemorou o anúncio
do papa. Os dois são frequentadores assíduos do evento e estiveram nas
quarto últimas edições. "Nós inclusive nos conhecemos durante a jornada
em Sidney, em 2008, e nos casamos logo depois", contou Kasia.
Desta vez, eles vieram em um grupo com cerca de 150
poloneses de Gdanks, cidade localizada no norte do país. "Todos ficamos
muito felizes ao escutar o anúncio do papa. Vai ser mais uma jornada que
não perderemos", disse Slawek. AP
Presidentes viram Missa de Envio: Dilma ao lado de Cristina Kirchner e Evo Morales
"Não tenham medo"
A homilia do papa emocionou fiéis que
acompanhavam a celebração da Missa do Envio, um dos pontos mais altos da
JMJ. Durante sua fala, o papa reforçou o lema da JMJ e do ato
missionário que é "ide e fazei discípulos".
"A experiência deste encontro não pode ficar trancafiada
na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da
comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde. A
fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada,
transmitida", disse.
Francisco pediu ainda para que os jovens não temam o ato
de evangelizar. "Para onde Ele nos manda, não há fronteiras e nem
limites. O Evangelho é para todos, não só para alguns. Não tenham medo
de ir e levar Cristo para todos os ambientes", pediu o pontífice.
Em sua despedida, Francisco voltou a agradecer a acolhida
e anúnciou a próxima JMJ. "Levo cada um de vocês no meu coração. E
quero agradecer por todas alegrias que me deram nestes dias."
RIO - Escolhido para saudar o papa Francisco na cerimônia deste
sábado, 27, no Theatro Municipal, o historiador Valmir Júnior, de 28
anos, morador da favela Marcílio Dias, no Complexo da Maré, encerrou seu
discurso com choro, um pedido de bênção e um abraço apertado no
pontífice. Emocionado desde o início do pronunciamento, o jovem relatou a
perda dos pais, a dependência química das drogas, a possibilidade de
envolvimento com o tráfico, a possibilidade de extermínio, o curso
universitário com bolsa de estudos e seu engajamento na Pastoral da
Juventude da Igreja Católica no Rio de Janeiro. “Santo Padre,
abençoa-me, abençoa nossa juventude, abençoa a todos nós”, disse,
chorando, sob aplausos.
Foi um dos momentos mais fortes do encontro de Francisco com
representantes da sociedade civil - uma denominação eclética, que
incluiu o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de
Janeiro, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, o poeta Ferreira Goulart, o
deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ) e o sambista Monarco. O
Theatro Municipal lotou cedo com uma assistência que se preparou para a
chegada do pontífice sob a regência do maestro Silvio Viegas, cantando,
com o coro, “Onde reina o amor”, e ouvindo peças de Villa-Lobos, como a
Bachiana Número 7 , e de Francisco Mignone, o "Maracatu de Chico Rei".
O ambiente de emoção cresceu depois do pronunciamento do papa, quando
entraram no palco cerca de 30 meninas, que se sentaram em torno do
papa, e uma fila de representantes da sociedade se formou para
cumprimentar Francisco. Alguns aproveitaram para trocar rápidas palavras
com o papa ou lhe entregar documentos. Um deles foi Adriano Dias Gomes
Karajá, de 22 anos, da tribo Karajá, no Tocantins, que deu a Francisco
um cocar e uma carta pedindo a ajuda para impedir as "ameaças" contra os
territórios indígenas representados pelos grandes projetos, como
hidrelétricas, estradas, e avanço do agronegócio.
"Pedimos ao papa que ele interceda junto ao governo federal para nos
deixarem em paz em nossas terras. Lá não estamos prejudicando ninguém.
Depois o abracei, e ele me deu um beijo no rosto", contou Karajá, que é
evangélico da Igreja Batista e foi selecionado para entregar a
reivindicação ao papa pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). O
papa chegou a colocar o cocar na cabeça, arrancando aplausos.
O papa Francisco disse neste sábado (27), em seu discurso no Theatro
Municipal do Rio de Janeiro, que o momento do País "exige um diálogo
construtivo", ao se referir às manifestações que ocorrem desde junho em
praticamente todas as cidades do país. "Um país só cresce com diálogo".
"Entre a indiferença egoísta e os protestos violentos
sempre há uma opção possível: o diálogo, o diálogo entre as gerações, o
diálogo entre o povo e todos somos povo, a capacidade de dar e receber,
permanecendo abertos à verdade. Um país cresce quando suas diversas
riquezas culturais dialogam de maneira construtiva."
Ele ressaltou, em espanhol, que é fundamental
nesse diálogo a contribuição das grandes tradições religiosas. “A
coexistência pacífica entre as diferentes religiões se beneficia da
laicidade do Estado, que sem assumir como própria nenhuma posição
confessional, respeita e valoriza a presença da dimensão religiosa na
sociedade, favorecendo suas expressões mais concretas."
Reuters
Fiéis já se preparam para a vigília de oração na Praia de Copacabana
Ao reforçar a defesa do diálogo, o papa
Francisco destacou a cultura da humanidade social. "O outro sempre tem
algo a me dar, quando sabemos nos aproximar dele, com a atitude aberta e
disponível, sem preconceitos. Essa atitude eu a definiria como
humildade social, que é a que favorece o diálogo. Ou apostamos na
cultura do diálogo ou todos perdemos."
Após o discurso, aplaudido de pé pelos mais de 2 mil
convidados, o papa Francisco recebeu cumprimentos e presentes de líderes
comunitários e representantes dos vários segmentos da sociedade. A
cerimônia terminou com a execução da música tema e do hino da JMJ e com o
hino oficial da Cidade do Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa.
De lá, Francisco seguiu em carro fechado para o Centro de
Estudos do Sumaré, onde almoça com cardeais do Brasil, a presidência da
Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e sua comitiva.